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INVENTÁRIO DA ARTE SACRA FLUMINENSE

23/10/2017 | Notícias
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Crédito: Inepac
Legenda: Cláudio Rogério

Apresentação

O catálogo do Inventário da Arte Sacra Fluminense – regiões Baixadas Litorâneas, Norte Fluminense e Noroeste Fluminense aqui apresentado é produto de um intenso trabalho desenvolvido pelo Instituto Estadual do Patrimônio Cultural / Secretaria de Estado de Cultura para a identificação, estudo e difusão dos bens móveis e integrados presentes no Estado do Rio de Janeiro.

Ao optarmos pela arte sacra e, ainda, pelo recorte geográfico inicial restrito às regiões ora elencadas, denotamos a carência de ações de acautelamento desse acervo, além de privilegiarmos uma fatia do nosso patrimônio muitas vezes inócua e subjugada, relegada ao esquecimento nos porões e armários empoeirados ou descaracterizadas pelas intempéries e restaurações realizadas por profissionais imperitos.

O acervo descortinado neste trabalho é de grande relevância. Sua análise permite compreender a influência e o papel exercido por diversas ordens religiosas, irmandades, grupos étnicos e comunidades, dentre outros, na ocupação e desenvolvimento das regiões sobreditas. E mais ainda: essa identificação ajuda a perfilar características marcantes de nossa arte colonial, servindo de estímulo ao incremento de novas pesquisas sobre o assunto. Mencionado no §º 1º do Art. 216 da Constituição Federal de 1988, o inventário consiste numa das medidas cautelares adotadas pelos órgãos patrimoniais para a tutela do patrimônio cultural brasileiro. Por conseguinte, o uso deste instrumento na rotina preservacionista tem fundamentação jurídica.

A ação de inventariar permite, por exemplo, a salvaguarda de objetos em situação de risco iminente, além de possibilitar a participação da comunidade para o zelo e a fruição dos bens culturais. Podemos, portanto, definir inventário como uma ferramenta utilizada para a identificação dos objetos a partir da documentação sistematizada de todas as informações que lhes são particulares. Além disso, este processo deve prever a divulgação do conhecimento adquirido ao longo de sua implementação, através da disponibilização das informações pertinentes que aproximem sociedade civil, comunidade acadêmica e demais interessados no estudo e na preservação cultural.

Com efeito, o inventário é um instrumento em constante atualização destinado a conhecer e proteger o patrimônio. Deve ser capaz de instrumentalizar o processo de planejamento das estratégias de preservação, na medida em que permite o gerenciamento das informações relativas a valores, estado de conservação e vulnerabilidade, assim como assegura a permanência dos bens culturais para a atual e as futuras gerações.

Para entendermos a importância de inventariar, cabe-nos, finalmente, definir o que entendemos por bens móveis e integrados. Entre os primeiros, insere-se toda a gama de objetos do cotidiano, obras de arte, objetos cerimoniais, equipamentos, instrumentos, acessórios e demais artefatos de natureza móvel, ou seja, que não sejam parte indissociável da arquitetura do monumento que os abriga, conferindo-lhes, obviamente, este aspecto de mobilidade.

A criação da classe dos bens integrados, por sua vez, veio sanar um problema há alguns decênios pertinente aos órgãos de patrimônio. Até a década de 1980, a distribuição de todo o patrimônio material em bens móveis e imóveis satisfazia o escopo de atuação dos principais institutos patrimoniais do país. Aos cuidados das técnicas da arquitetura estavam confiados os bens imóveis. Os bens móveis, por outro lado, pertenciam ao domínio técnico dos museólogos, historiadores e demais especialidades afins.

Esta divisão, entretanto, não distinguia uma parcela considerável dos itens que compunham os monumentos, mas que não constavam da competência específica da arquitetura, ainda que estivessem a ela acoplados ou que muitas vezes constituíssem os ornamentos identificativos e transformadores de todo o espaço edificado. Todos estes bens, entre os quais podemos destacar os retábulos, as pinturas murais, os forros, a talha em geral, os relevos de portadas, as portas e janelas trabalhadas, os púlpitos, as fontes, os chafarizes, etc., passaram então a ser classificados como bens integrados, facilitando a identificação e o estudo mais acurado sobre suas especificidades.

Clique no link abaixo para acessar o PDF com os Tomos 1 e 2 do Inventário da Arte Sacra Fluminense – regiões Baixadas Litorâneas, Norte Fluminense e Noroeste Fluminense

http://www.inepac.rj.gov.br/index.php/acervo/detalhar/34/0

 

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